Em um mercado madura e extremamente competitívo os produtos começam a ficar muito semelhantes aos olhos do consumidor e o fator preço começa a se sobressair em relação aos outros fatores. Em um mercado como esse, empresas que possuam produtos com diferenciais podem ser ofuscados pela competição de preços
Para esses casos foi proposto pela Harvard Business Week algumas formas de chamar a atenção para outros fatores alterando apenas o preço do produto, são elas:
- Calcular o preço com base em algum fator diferencial do produto. Por exemplo, colocar o preço por quilometro esperado de vida de um pneu, isso faz com que as pessoas vejam que aquele preço é maior porque ele dura mais, a Goodyear aplicou com sucesso essa prática.
- Colocar o preço do produto uns 50-80 acima (produto premium) do que os consumidores estão dispostos a pagar pelo tipo de produto, levando-os a ter a curiosidade de ver o motivo pelo qual aquele produto é tão mais caro e isso faz com que eles levem em consideração os diferenciais do produto. Por exemplo, os produtos da Apple, vale lembrar que precisa ter um bom diferencial.
- Dividir os preços para chamar a atenção para certos benefícios. Por exemplo, separar alguns canais especiais de um pacote de TV por assinatura.
- Precificar produtos iguais para permitir que preferências pessoais possam sobressair ao fator preço. A Swatch possui vários modelos diferentes por preços iguais (de preferência colocar o preço acima da média do preço dos produtos ,ou mesmo o maior preço dentre eles).
Vale lembrar que essas formas não necessariamente funcionarão em todos os produtos e são recomendadas apenas quando a empresa possui um produto diferenciado da concorrência mas não consegue competir com a guerra de preços do mercado.
Algumas empresas obtiveram um ótimo sucesso fazendo uso de um exercito de revendedoras com seus catálogos de produtos debaixo do braço, bons exemplos são as empresas Avon e Natura. O Boticário seguiu um modelo mais comum de expansão, por franquias.
O Boticário é a terceira maior empresa de cosméticos no Brasil e vem crescendo bastante, seu modelo de franquias vem funcionando muito bem até agora, mas o presidente Arthur Grynbaum tem planos mais ambiciosos.
Ele pretende começar a utilizar revendedoras, nos moldes das suas concorrentes. O que o levou a seguinte pergunta: Qual seria a melhor forma de desenvolver esse novo canal?
Ele não teve dúvida, contratou Claudio Oporto, vindo da Natura, Eduardo Costa, ex-diretor de marca da Natura, e Christiane Marcello, que passou pela Avon. Buscou bons profissionais com experiência em suas concorrentes, que são especialistas nesse canal de venda, para poder criar essas nova área na empresa.
Uma forma mais fácil de reduzir os riscos e diminuir o tempo de implementação dessa nova área na empresa.










